Meta de inflação vai ser de 4,25% em 2019

O Conselho Monetário Nacional (CMN) vai, na reunião do dia 29, reduzir a meta para a inflação de 2019 para 4,25%. Mesmo diante da crise política e das incertezas que ela produz na economia, há bons argumentos para essa decisão do CMN, de retomar o processo gradual de desinflação paralisado há 14 anos, a começar do fato de que as expectativas do mercado, segundo o relatório Focus, estão ancoradas em 4,25% para 2019, 2020 e 2021. Abaixo, portanto, da meta de 4,5% que vigora de 2005 a 2018.

De lá para cá, o governo só diminuiu o intervalo de tolerância, que era de 2,5 pontos percentuais, para 2 pontos de 2006 a 2016 e para 1,5 ponto neste e no próximo ano.

Outra razão não menos importante é que a decisão sobre a meta para daqui dois anos decorre de uma visão estrutural e guarda, portanto, pouca relação com as atuais turbulências.

A ideia que prevalece é a de uma redução suave, de 0,25 ponto percentual entre a meta de 2018 e a do ano seguinte, para mitigar o risco de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter que elevar os juros mais à frente para conter a inflação no objetivo definido. A decisão do CMN deve se traduzir na consolidação de um patamar mais baixo de inflação sem que o país tenha que pagar o preço de uma elevação da taxa Selic.

Fonte: Valor Online